O vírus Mpox voltou a dominar a agenda da saúde global em 2026. Além dos casos registrados no Brasil — incluindo um novo caso de Mpox Porto Alegre confirmado em fevereiro —, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu alerta urgente após a detecção de uma cepa recombinante inédita do vírus Mpox em dois países: Reino Unido e Índia. A descoberta exige atenção redobrada de autoridades sanitárias ao redor do mundo, inclusive no Brasil.
A seguir, neste conteúdo do Partiu Explorar, confira mais detalhes!
O que é o vírus Mpox?
O vírus Mpox — anteriormente conhecido como “varíola dos macacos” — é causado pelo monkeypox vírus (MPXV), pertencente ao gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo do vírus da varíola. A Mpox doença se transmite por contato físico próximo, incluindo contato sexual, e em alguns casos por materiais contaminados ou gotículas respiratórias, segundo a OMS.
A doença Mpox afeta humanos e alguns animais, especialmente roedores, e pode se manifestar de formas variadas conforme a cepa e o estado imunológico do paciente. Compreender o que é o vírus Mpox é o primeiro passo para a prevenção.
Nova cepa recombinante: o que mudou no vírus Mpox?
A principal novidade que coloca o vírus Mpox em destaque global é a identificação de uma cepa recombinante — um vírus geneticamente novo, formado pela fusão dos clados Ib e IIb do MPXV. Esse tipo de evento ocorre quando duas cepas distintas infectam o mesmo indivíduo e trocam material genético.
De acordo com a OMS, dois casos desta cepa recombinante foram confirmados até o momento:
- Um caso no Reino Unido, detectado em dezembro de 2025 em viajante retornando da região Ásia-Pacífico;
- Um caso na Índia, cujos sintomas surgiram em setembro de 2025 e que foi reclassificado como a mesma cepa recombinante após atualização dos bancos de dados genômicos globais.
A OMS destacou que a análise genômica detalhada mostra que os dois indivíduos adoeceram com a mesma cepa recombinante com algumas semanas de intervalo, o que sugere que pode haver mais casos não detectados. Nenhum dos pacientes apresentou quadro grave e nenhum caso secundário foi identificado após rastreamento de contatos.
O Daily Star destacou que a detecção do vírus híbrido em dois locais geograficamente distantes — Reino Unido e Índia — sugere uma cadeia de transmissão mais ampla e ainda não completamente mapeada.
Vírus da Índia: o que se sabe sobre o caso indiano?
O chamado vírus da Índia — como parte da mídia internacional se referiu ao caso recombinante detectado no país asiático — representa, segundo a OMS, a detecção mais antiga conhecida desta cepa. O paciente indiano desenvolveu sintomas em setembro de 2025, mas o caso só foi reclassificado como cepa recombinante após atualização dos bancos de dados genômicos globais.
Um porta-voz da OMS afirmou: “O caso indiano representa a detecção mais antiga conhecida desta cepa. Devido ao pequeno número de casos encontrados até o momento, conclusões sobre a transmissibilidade ou caracterização clínica da Mpox por cepas recombinantes seriam prematuras, e é essencial manter vigilância quanto a este desenvolvimento” (fonte: ONU News).

Vírus Mpox mata? Qual o risco real?
Uma das dúvidas mais frequentes da população é: o vírus Mpox mata? A resposta exige contexto. A Mpox doença pode, sim, ser fatal em casos graves, especialmente em pessoas imunocomprometidas, crianças e gestantes. No entanto, a maioria dos casos evolui de forma leve a moderada.
Sobre a cepa recombinante detectada recentemente, a OMS foi direta: nenhum dos dois pacientes identificados apresentou quadro grave. A avaliação geral de risco à saúde pública permanece inalterada:
- Risco moderado para homens que fazem sexo com homens com parceiros novos e/ou múltiplos e para profissionais do sexo ou pessoas com múltiplos parceiros sexuais casuais;
- Risco baixo para a população em geral sem fatores de risco específicos.
A OMS também alertou que testes de PCR para diferenciação de clados podem não identificar de forma confiável as cepas recombinantes do MPXV, tornando o sequenciamento genômico essencial para a detecção precisa.
Mpox Porto Alegre: situação atual no Rio Grande do Sul
A situação do Mpox Porto Alegre em 2026 demanda atenção. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou um novo caso em fevereiro de 2026 — o primeiro do ano na capital gaúcha. Confira o panorama:
- Em 2025, Porto Alegre registrou 11 casos confirmados do vírus Mpox;
- A infecção do caso atual ocorreu fora do município, segundo a Vigilância Epidemiológica;
- A variante identificada não foi divulgada pelas autoridades;
- A prefeitura reforçou orientações preventivas especialmente para o período do Carnaval.
Mpox no Brasil: cenário nacional em 2026
A situação do vírus Mpox no Brasil em 2026 reúne dados preocupantes:
- Em janeiro de 2026, São Paulo confirmou 43 casos após 161 notificações suspeitas;
- Municípios paulistas afetados incluem Campinas, Ribeirão Preto, Santos, São José dos Campos, Sorocaba e a capital;
- Em 2024, o Brasil ocupou a segunda posição no ranking global de casos, atrás apenas dos EUA;
- Em setembro de 2025, a OMS suspendeu o estado de emergência internacional após redução consistente de infecções.
Até o momento, as autoridades sanitárias não indicam risco de nova pandemia, mas reforçam a vigilância epidemiológica contínua.
Sintomas do vírus Mpox
Os sintomas da Mpox doença costumam surgir entre 3 e 21 dias após o contágio. Fique atento a:
- Erupções cutâneas, bolhas e feridas na pele (sinal mais característico);
- Febre e sensação de calor ou frio;
- Dor de cabeça intensa;
- Dores musculares e nas articulações;
- Dor nas costas;
- Calafrios e fraqueza;
- Aumento dos linfonodos (ínguas).
Como se prevenir do vírus Mpox?
A prevenção da Mpox doença envolve medidas simples e eficazes:
- Examine a pele regularmente — procure por bolhas ou feridas antes de eventos e aglomerações;
- Evite contato íntimo ou físico prolongado com pessoas que apresentem lesões suspeitas;
- Higienize as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool gel;
- Não compartilhe objetos pessoais como toalhas, roupas de cama e utensílios;
- Use máscara em situações de contato próximo com pessoas sintomáticas;
- Notifique casos suspeitos à Vigilância Epidemiológica do seu município.
A OMS recomenda ainda que todos os países mantenham alerta para a possibilidade de recombinação genética do MPXV, com vigilância epidemiológica, sequenciamento genômico, vacinação dos grupos de risco e medidas de prevenção e controle de infecções.
Segundo a organização, não há justificativa para restrições de viagem ou comércio com base nas informações atuais.
E o vírus Nipah no Brasil?
Nas últimas semanas, buscas por vírus Nipah Brasil também cresceram nas plataformas digitais, impulsionadas pelo contexto de alerta global com o vírus Mpox.
Perguntas frequentes sobre o vírus Mpox
Reunimos abaixo as principais dúvidas sobre o vírus Mpox, com base nas orientações da OMS, do Ministério da Saúde e nas informações mais recentes disponíveis.
O que é o vírus Mpox e como ele surgiu?
O vírus Mpox é causado pelo monkeypox vírus (MPXV), identificado pela primeira vez em macacos de laboratório em 1958 e em humanos em 1970 na República Democrática do Congo. Pertence à mesma família do vírus da varíola e circula principalmente em regiões tropicais da África, mas nos últimos anos se espalhou globalmente.
O vírus Mpox mata?
A Mpox doença pode ser fatal em casos graves, especialmente em pessoas imunocomprometidas. No entanto, a maior parte das infecções evolui de forma leve. A cepa recombinante recentemente detectada não causou casos graves nos dois pacientes identificados, segundo a OMS.
O que é a cepa recombinante do vírus Mpox detectada no Reino Unido e na Índia?
É uma cepa inédita formada pela fusão genética dos clados Ib e IIb do MPXV. A recombinação é um processo natural que ocorre quando dois vírus relacionados infectam o mesmo organismo. A OMS monitora a situação, mas mantém a avaliação de risco global inalterada.
Como está a situação do Mpox Porto Alegre?
Porto Alegre registrou o primeiro caso de vírus Mpox de 2026 em fevereiro. Em 2025, foram 11 casos confirmados na capital gaúcha. As autoridades reforçam a vigilância e as medidas preventivas, especialmente em período de aglomerações.
Fontes: ONU News, Daily Star, Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), IBG News.



